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Cartola FC 2020: Lições da Rodada 1

A 1ª rodada foi bem diferente quando comparada à edições anteriores do Cartola FC. Ao fazer uma análise pós-rodada, o cartoleiro pode aprender bastante coisa. Confira quais foram as principais lições!

Postado em: 10 de agosto de 2020
Atualização: 17 de agosto de 2020
Tempo de leitura: 5 minutos

Que primeira rodada! Fortaleza perdeu, Flamengo perdeu, Santos empatou e o jogo do São Paulo não valeu. Dos favoritos, só o Grêmio venceu. O resultado disso foi uma média de pontos bem baixa. Para se ter uma ideia, o maior pontuador da Liga Nacional fez “apenas” 103,51 pontos. Uma pontuação baixa para ser o melhor do Brasil.

Mas o principal objetivo da 1ª rodada era ganhar cartoletas e, nesse quesito, o nosso time Ficando Rico mandou bem, valorizando +25,65 cartoletas. Um começo promissor para o time que foi o 2° mais rico da Liga Patrimônio na temporada passada.

O início do Cartola FC gerou diversas expectativas nos cartoleiros(as), princialmente, no quesito scouts. Com as mudanças implementadas, ninguém sabia ao certo como que elas iam funcionar. Mesmo uma rodada sendo pouco pra avaliar, já conseguimos ver algumas coisas interessantes que devem virar tendência e vão impactar bastante algumas posições.

Passes incompletos

Cartoleiros(as), esse scout aconteceu com MUITO mais frequência do que os passes errados dos outros anos. Para muitos jogadores isso pode não fazer diferença, já que 9 passes incompletos é o equivalente a 3 passes errados no critério antigo, então, teoricamente “dá no mesmo”.

Agora, para os goleiros, principalmente, essa diferença é abissal. Nos outros anos 3 passes errados para um goleiro já era muita coisa e poucos conseguiam esse feito. Em 2020, já dá pra perceber que a pegada é totalmente diferente e olha só os números da 1ª rodada.

Na rodada inaugural tivemos apenas 6 jogos (4 foram adiados), ou seja, 12 goleiros entraram em campo. O total de passes incompletos de todos eles juntos foi 118. Isso dá uma média de 9,83 passes incompletos pra cada goleiro! Mais do que 3 passes errados, dos outros anos, que já era considerado muito pra um goleiro.

Se isso se confirmar como uma tendência, os goleiros devem perder, aproximadamente, um ponto por jogo por causa dos PI’s. Qualquer tiro de meta que haja disputa de bola e que o adversário toque na bola antes do que o seu companheiro será contabilizado passe incompleto. Uma mudança bastante significativa e que não é a única que vai afetar os goleiros.

O Rei dos Passes Incompletos

A título de curiosidade, Carlos Sánchez, um dos mitos de 2019, foi o jogador com mais passes incompletos da rodada. Ao todo, foram 20, que tiraram 2 pontos da pontuação do jogador. Uma tarde nada boa para o meio do Santos, que ainda perdeu um pênalti e terminou a rodada com -3,80 pontos.

Defesa Difícil

Esse scout afeta diretamente o “camisa 1” dos times. O critério mais rígido já pôde ser visto na 1ª rodada do Cartola FC. Foram apenas 10 defesas difíceis somando todos os jogos.

Em outros tempos esse número podia ser o dobro. Fazendo uma média, o resultado é de 0,83 defesas difíceis por goleiro.

Dos 12 goleiros que entraram em campo, 4 deles não fizeram defesa difícil, 6 deles fizeram uma e 2 deles fizeram duas DD’s.

Nos outros anos era praticamente inimaginável pensar que o goleiro com mais defesas difíceis na rodada realizasse apenas duas. A partir de 2020 isso pode começar a acontecer de forma mais frequente. Não vai ser muito comum ver goleiros realizando 3 DD’s e muito menos mais de 3.

A lição dessa 1ª rodada é que, parece ser muito mais fácil perder pontos com goleiros do que ganhar e isso interfere diretamente na estratégia na montagem do time. Dificilmente um goleiro cobiçado pra fazer muitas defesas difíceis vai atingir as expectativas, a melhor alternativa pra esse ano parece ser focar nos goleiros que têm mais chances de saldo de gol.

Desarmes

Por último os desarmes. Mesmo os critérios já sendo anunciados e explicados, custa um tempo para se acostumar e identificar, o que é e o que não é desarme quando estamos vendo o jogo. Parece que ainda está um pouco confuso para a maioria.

Enfim, esse ainda vamos precisar de mais tempo para tirar lições maiores, mas olhando os números da 1ª rodada, foram 202 desarmes em 6 jogos. Fazendo uma média, 33,6 desarmes por jogo e 16,8 por time. Sem dúvidas números maiores do que roubadas de bolas, mas acredito que não são tão maiores.

Fazendo uma média por jogador, ao todo 83 jogadores fizeram pelo menos um desarme, isso daria 2,43 por atleta. É claro que jogadores de defesa têm mais chances de desarmar e possuem números maiores, mas a frequência com que ocorre os desarmes, nesse primeiro momento, não me parece ser muito maior em relação as roubadas de bolas nos critérios antigos.

Analisando os zagueiros, apenas 4 fizeram mais de 2 desarmes: Cuesta (3 desarmes), Lucas Veríssimo (4 desarmes), Igor Rabello (5 desarmes) e Geromel (5 desarmes). Olhando para Meias, o máximo de desarmes individuais também foi 5, e apenas 4 meias conseguiram esse feito: William Arão (Flamengo), Nathan (Atlético-MG), Allan (Atlético-MG) e Betinho (Sport).

Dessa forma, pode ser que os laterais sejam os que se beneficiem mais dessa mudança. Na 1ª rodada, o jogador que mais desarmou foi o lateral Aderlan, do Red Bull Bragantino (9), em seguida o lateral Saravia, do Internacional (8), em 3º lugar alguns jogadores empatados com 5.


Bola cheia e murcha – Rodada 1 (Pontuação/Valorização)

Bola cheia (que estavam como provável)

Saravia (LAT) – Internacional: +12.20 pontos, C$ +7.19
Marinho (ATA) – Santos: +11.70 pontos, C$ +7.10
Cléber (ATA) – Ceará: +9.00 pontos, C$ +5.97
Igor Rabello (ZAG) – Atlético-MG: +10.50 pontos, C$ +5.41
Diego Souza (ATA) – Grêmio: +9.60 pontos, C$ +4.76

Outros jogadores que também foram bem e valorizaram: Vanderlei (GOL), Geromel (ZAG), Moisés (LAT), Aderlan (LAT), Léo Cittadini (MEI) e Jonatan Gómez (MEI)

Bola murcha (que estavam como provável)

Carlos Sánchez (MEI) – Santos: -3.80 pontos, C$ -6.61
Filipe Luís (LAT) – Flamengo: -4.70 pontos, C$ -6.16
Fernando Prass (GOL) – Ceará: -6.60 pontos, C$ -5.28
Quintero (ZAG) – Fortaleza: -4.60 pontos, C$ -4.99
Felipe Alves (GOL) – Fortaleza: -3.50 pontos, C$ -4.46

Outros jogadores que não foram bem e acabaram desvalorizando: Léo Pereira (ZAG), Bruno Melo (LAT), Juninho (MEI), Maicon (MEI), Soteldo (ATA) e Wellington Paulista (ATA)


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Abraços, Luca Tremonti!

Torcedor do Fluminense, carioca e 24 anos. Cartoleiro desde 2008. Técnico do Itnomert City. Jogos do Campeonato Brasileiro sempre vão ter a minha preferência.